A peça em falta e como não a prometer duas vezes
Como anotar a peça pendente, o prazo e a baía para não prometer uma data que o armazém não cumpre.
A promessa escreve-se
«Ligo quando chegar», sem data nem peça, é uma promessa que se esquece. Na ordem tem de constar o que falta, em que carro e o que se disse ao cliente.
O prazo que se dá é o do fornecedor, mais a margem de que a oficina precisa para montar. Prometer o dia em que o camião «devia» sair é prometer o melhor caso. O cliente lembra-se do dia.
Não se marca a baía vazia
Uma marcação para montar uma peça que não está ocupa um intervalo e irrita duas vezes: o cliente que vem e o que não coube. Até a peça estar na prateleira, o carro espera. Não está marcado.
Quando a peça entra, regista-se o movimento de stock e só então se oferece hora. Primeiro a peça, depois a baía. Essa ordem evita a chamada para adiar.
Uma só versão
Se a receção diz quinta e a baía diz a semana que vem, o cliente acredita na data que lhe convém e discute a outra. A data viva é a da ordem. O chat só a repete.
Se o prazo muda, atualiza-se a ficha e avisa-se uma vez. Não é precisa uma mensagem por dia. É preciso que a mudança fique onde o turno seguinte a vê.
Quando chega tarde
Se o fornecedor falha, diz-se antes de o cliente ligar. Um atraso avisado entende-se melhor do que um «já quase» repetido. Oferece-se o intervalo seguinte a sério, não um simbólico.
Ao fechar, vê-se se a peça se usou ou voltou ao stock. Uma peça recebida e não montada que não entra no inventário desaparece do número e volta a pedir-se. Entrada e saída têm de existir as duas.