Como cobrar uma reparação sem andar atrás do pagamento
Orçamento aceite, sinal, estado da fatura e o que ver antes de entregar o carro.
Cobrar começa no orçamento
Andar atrás do pagamento costuma começar porque o preço não estava fechado. Se o cliente aceita um orçamento com mão de obra, peças e total, a fatura não é surpresa. Um preço dito a meio transforma a entrega numa negociação.
Quando o trabalho cresce na baía, para-se e atualiza-se. Uma alteração não dita ou não se cobra, ou cobra-se e discute-se. As duas custam mais do que uma chamada de dois minutos.
Sinal nos trabalhos longos
Em trabalhos longos ou com peça encomendada, um sinal deixa o compromisso por escrito. Não tem de ser metade. Tem de chegar para o intervalo e a peça não ficarem no ar se o cliente desaparecer.
O sinal anota-se na mesma ficha que a ordem. Um valor só na caixa, com a ordem ainda «por cobrar», faz o fecho do dia não bater certo e alguém voltar a pedir o dinheiro.
O estado da fatura
Rascunho, enviada, paga ou vencida. Essas palavras evitam o «acho que já pagou». A receção vê as vencidas antes de dar mais trabalho ao mesmo cliente.
Entregar o carro com a fatura em rascunho é deixar a cobrança para quando o cliente já não está no balcão. Se se entrega, é com o pagamento feito ou com um prazo escrito.
A sexta-feira
Uma lista curta de faturas por pagar, vista à sexta, evita que o mês feche com surpresas. É preciso saber quais continuam abertas e quem tem de ligar.
O mesmo trabalho que gerou a fatura tem o histórico. Na chamada, diz-se o que se fez e em que carro, não só um número. Isso encurta a conversa.